Pedro iniciou a vida escolar aos quatro anos, e sempre estudou em escola regular, e isso foi de extrema importância para o seu desenvolvimento social. Foi um desafio para a escola e para nós também. Muitas escolas dizem fazer inclusão social, mas nem sempre isso acontece na prática. Mas encontrei pessoas que hoje eu posso dizer, tiveram "Um Amor Autista" pelo meu filho. (Logo vou explicar que amor é esse.) Ele estudou no Colégio Cristão Vitória durante onze anos. Não poderia deixar de mencionar o nome dessa escola, pois eles fazem parte da vida do Pedro e da nossa família. Foram muitos os momentos em que precisei ir na escola para acalmar o Pedro, porque ele estava nervoso, agitado, e aparentemente parecia não ter acontecido nada para deixá-lo assim. Mas com a ajuda da psicóloga começamos a analisar o antes, durante e depois desses momentos em que ele se desorganizava, para encontrarmos os motivos daquela agitação. Porque para uma criança autista, uma simples mudança na rotina já é suficiente para deixá-lo agitado. Ele tinha muita facilidade na leitura e em matemática , e pra ele ter que aprender aquilo que ele já sabia era entediante, e ele acabava não gostando de ficar dentro da sala de aula e saía correndo pela escola. Algumas vezes, quando algum coleguinha falava errado, ele queria corrigir mas como não conseguia falar o que sentia, ele mordia ou chutava o colega. Demoramos um tempo pra perceber que aquela atitude tinha um porquê, e que tínhamos que encontrar uma estratégia para evitar que elas acontecessem.
Por isso que o acompanhamento com profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas comportamentais, etc, são fundamentais para nos orientar de maneira correta, e assim conseguirmos ajudar no desenvolvimento social e comportamental de nossos filhos.
À medida que for publicando no meu blog, irei compartilhar com vocês como foram alguns momentos da infância, da pré-adolescência e também de tudo que aprendemos em todas as fases dele até hoje. E principalmente tudo que ele conseguiu superar e com relatos dele mesmo.
As crianças autistas precisam de muita compreensão, de carinho, paciência e perseverança de todos que convivem com eles, para que eles não mergulhem em um mundo de isolamento.


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